Terapia de grupo - preconceito
Hana - Houve uma época que mulher desquitada não podia fazer a leitura na Igreja. Depois agendei um horário com este padre e disse que a Igreja é muito hipócrita.
Psiquiatra - Hoje nem usa mais o termo desquitada, atualmente é divorciada, namorido, companheiro, união estável. É assim a vida. Felizmente neste quesito melhoramos. Não há mais discriminação com a mulher que desfaz o casamento. Noutros aspectos pioramos, mas não é só a Igreja Católica. Há Congregação Evangélica que proíbe a mulher de usar calça comprida, de cortar o cabelo e de usar batom vermelho.
Maurichéia -Tem um amigo que frequenta a Igreja Evangélica que proíbe o uso de desodorante.
João - Ela não sentiu acuada. Ela enfrentou o Padre, maneira de quebrar o preconceito. Não é fácil. Muita gente recua diante do preconceito. Sente humilhado, não volta na Igreja.
Philipe - Muito dos preconceitos são contextualizados, dentro da época. Somos frutos do nosso tempo. O Padre não falou por mal. Ele vivia naquela época na qual a Igreja se colocava contra as mulheres que separavam. Até hoje a Igreja é contra o divórcio seguindo o Direito Canônico, mas na prática a Igreja e os Padres já não discriminam mais. As paróquias acolhem a todos os casais da segunda união.
Elayne - O Philipe falou bonito, até parece filósofo ou você é advogado?
Todos riem...
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