Metáfora - luz - porta - bicicleta
Utilização da Metáfora
Numa das sessões de hipnose em grupo, após a indução, com a respiração e o relaxamento corporal, aprofundei o transe, valendo-me da metáfora adiante:
Olhe bem com os seus olhos para dentro. Olhe bem por trás dos seus olhos. E agora, imagine, veja-se dentro de um corredor escuro. Talvez você possa sentir bem aí. Porque há muita gente que prefere a escuridão do que a claridade. Inclusive a maioria das pessoas preferem dormir com a luz apagada. Outros até preferem colocar uma venda nos olhos para dormirem melhor. Entretanto existem outras pessoas que tem muito medo da escuridão. De qualquer modo, agora, neste momento, eu gostaria que você se imaginasse, dentro de um corredor escuro. Não sei se você está sentindo bem ai, ou se está com medo, ou se é indiferente. Mas imagine que agora a sua frente aparecesse uma luz que fosse iluminando o corredor. Pode ser uma lâmpada, uma lanterna, uma vela. De qualquer modo gostaria que você imaginasse uma luz que começasse a se movimentar na sua frente. A luz segue adiante. É uma luz que movimenta. Então a luz começa iluminar o corredor, movendo-se para frente, até que a luz termina no final do corredor, parando numa porta. A medida que a luz vai movimentando, para trás vai ficando escuro. Então agora você está diante de um dilema. Agora você está em dúvida. Você não sabe se abre a porta, porque você não sabe o que tem do outro lado da porta. Você olha para trás e tudo está escuro. Mas como eu disse existem pessoas que gostam, preferem e até sentem bem na escuridão. Existem pessoas que tem medo de arriscar, principalmente porque, não sabe o que tem do outro lado da porta. Outros porém passam a vida toda correndo risco, tentando ver algo novo. Algumas pessoas tem medo do novo, do desconhecido. Então você está em dúvida, não sabe se abre a porta, ou se fica no corredor. Até que finalmente você corre o risco e abre a porta. E quando você abre a porta, nada de excepcional, nada de surpresas, apenas uma rua. É como se você estivesse dentro de uma casa e abrisse a porta e visse a calçada, a rua. Mas ali na rua existe uma criança com uma bicicleta na mão. Essa criança dirige até você e te pede que você a ensine, andar de bicicleta.
Então você diz para ela. Está bem. Monte ai. Suba na bicicleta. Coloque os pés nos pedais. Firme as mãos nos guidons, e olhe para frente. Sempre olhando para frente assim você consegue maior equilíbrio. Força nos pedais, olhe para frente, aí você conseguirá equilibrar-se na bicicleta. Aí você dá um pequeno empurrão, a criança coloca os pés firmes nos pedais, com força, olha pra frente e sai andando toda satisfeita. No dia seguinte a criança volta toda animada e trás consigo seus amiguinhos para mostrar para eles o jeito que está andando de bicicleta.
Aí você faz a mesma coisa, coloca ela no assento, dá um pequeno empurrão, e a menos de 50 metros, a criança e a bicicleta desequilibram e caem no chão. A criança desaba a chorar. Então você chega perto da criança e diz. Vamos, levante, é assim mesmo, quer aprender andar de bicicleta, cai, levanta, cai levanta. A criança diz, não, eu nunca mais vou andar de bicicleta. Nunca mais. Com os olhos cheios de lágrimas, olhando para os amiguinhos, nunca mais. Aí você insiste, nada disto, vamos levante, se você não tentar nunca mais vai conseguir. Vamos tente, levante. Com muito custo, a criança, desanimada, quase como que obedecendo a ordem sua, levanta e fica de pé. Você coloca novamente no assento e diz, você caiu, porque você ficou olhando para baixo. Você ficou olhando para o pedal da bicicleta, você esqueceu do que eu te disse ontem. Olhe para frente e força nos pedais. E assim a criança procedeu e outra vez equilibrou perfeitamente na bicicleta, dando tantas voltas quanto desejou e saiu toda satisfeita consigo mesma e aplaudida pelos amiguinhos.
Comentários
Use o espaço, mas lembre-se de todas as regras antes de participar!
Por favor leia nossa política de comentários antes de comentar.
Os comentários estão fechados.